terça-feira, 18 de março de 2014

Resultado do processo para intérprete de LIBRAS

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DIVULGA RESULTADO DO PROCESSO SELETIVO PARA INTÉRPRETE DE LIBRAS.

Processo seletivo para intérprete de libras em São José de Mipibu

PROCESSO SELETIVO PARA A FUNÇÃO DE INTÉRPRETE DE LIBRAS.
O município de São José de Mipibu - RN, torna público que estarão abertas as inscrições para o Processo Seletivo de Provas para a função de Intérprete de Libras para atuar nas classes comuns, como instituído pela Lei nº 12.319 de 01 de setembro de 2010 e orientado pela Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva de Educação Inclusiva, Portaria nº 948 de 09 de outubro de 2007 e mediante as condições estabelecidas neste Edital.









terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Entrega de Módulos

Avisamos que os livros referentes à Disciplina Fundamentos da Educação Inclusiva- Módulo 1, estão disponíveis para a entrega dos alunos na recepção da Secretaria de Educação. Favor procurar Iraci ou Shirlene.
Att.: Tutoras Mintza e Tatiane

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

História do AEE no Município de São José de Mipibu


ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

PREFITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DE MIPIBU

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA

SETOR DE APOIO AO ATENDIMENTO EDUCACIONAL
ESPECIALIZADO





SALAS DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS – DESAFIOS NA
IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS INCLUSIVAS





APRESENTAÇÃO

Este trabalho contempla um relato de como se deu o processo transicional
da Educação Especial rumo à Educação Inclusiva no município de São José de
Mipibu/RN, buscando refletir sobre a quebra de paradigmas nas modalidades de
saberes e fazeres educacionais. Para tanto, o corpo técnico da Secretaria de
Educação surge como um elemento mediador e necessário para que este
processo se dê de forma responsável e gradativa em que os ensinantes e
aprendentes envolvidos construam suas identidades diante da nova proposta que
se apresenta.

O relato é de responsabilidade conjunta entre duas técnicas que prestam
apoio ao atendimento educacional especializado neste município a saber: Tatiane
Lima de Araújo, pedagoga, especialista em psicopedagogia, profissional que atuou
durante dez anos no Centro de Reabilitação Educacional Professora Janilza


ferreira, São José de Mipibu, espaço onde ocorria o apoio pedagógico
especializado antes da implantação das salas de recursos multifuncionais. Ana
Luíza Nonato de Faria, educadora física, para-atleta na categoria de salto em
distância, pessoa com deficiência visual, atuou no Instituto Benjamim Constant ,
no Centro de Reabilitação já citado, na secretaria de educação da cidade de
Natal/RN, como também no apoio ao AEE em São José de Mipibu.



POPULAÇÃO BENEFICIADA

O caráter gradativo em que as mudanças no campo da Educação Inclusiva
vêm se estabelecendo, leva-nos a um constante movimento de confronto entre a
teoria e a prática, entre o que está prescrito nos documentos oficiais como
proposta e no que está implícito nas ações da coletividade educacional. É neste
cenário que se insere a experiência por nós vivenciada, em um município com
cerca de 40 mil habitantes, 31 escolas, 8.259alunos, dentre eles 161 inseridos no
quadro de pessoas com deficiência (CENSO ESCOLAR 2010).

É no limite entre o “instituído e o instituinte” ( LIBÂNEO, 2003 ) que se
observa a resistência aplicada a aceitação das diferenças no campo escolar, bem
como a não autorização, por parte de pais e profissionais da construção das
múltiplas identidades construídas neste espaço ímpar de interações.



OBJETIVO

 Este trabalho pretende traçar um percurso histórico-crítico de como se deu
o processo de implantação das políticas de Educação Especial rumo à Educação
Inclusiva no município de São José de Mipibu/RN. Busca também questionar as
estratégias de transição em que se funda o processo inclusivo diante dos atores e
instituições que ofertam o atendimento educacional especializado em ambientes
diferenciados do contexto escolar.








DESCRIÇÃO DETALHADA DA EXPERIÊNCIA

       O conteúdo desta experiência se insere numa abordagem qualitativa e
participativa da problemática da inclusão no espaço escolar. Objetiva criar
condições para interferir na realidade através de um posicionamento histórico-
crítico frente ao aparecimento de posturas divergentes. Aponta também
estratégias utilizadas na modificação dos fatos, mediando-se a reflexão crítica,
com o intuito de sensibilizar para poder explicar o que ocorreu com fenômenos
correlacionados em âmbitos municipais, estaduais e federais.

O município contava, há 18 anos com um Centro de Reabilitação
Educacional que atendia a clientela local e circunvizinha com serviços na área de
saúde, educação e assistência social. Possuía uma organização interna baseada
no princípio da inclusão por meio do desenvolvimento de competências
estimuladas em um ambiente inter e multidisciplinar. Sua estrutura física
comportava espaços de terapia, atendimento médico-neurológico e apoio
pedagógico. Grande parte de seus “usuários” encontravam-se matriculados no
Ensino Regular. No entanto, não havia uma comunicação eficaz dos professores
do Centro com a escola em que os alunos freqüentavam as aulas e muitos destes,
através dos seus familiares, se diziam adequar-se melhor às práticas pedagógicas
desenvolvidas naquele espaço que denominavam ser “mais acolhedor”,
procurando-se evitar que os filhos passassem por preconceito na escola.
Fernández (2001, p. 141),nos convida a pensar: Gostaria de convidá-los a refletir
sobre em que medida, cada um de nós, sente que é melhor não conhecer com a
desculpa de não sofrer?... Além disso, o Centro mantinha um certo distanciamento
da Secretaria Municipal de Educação no que diz respeito à sua organização
interna, incluindo formação de professores, participações em eventos e proposta
curricular, seguindo-se apenas o mesmo calendário escolar.

A secretaria de educação, no gerenciamento das políticas de ensino, viu-se
diante do envio da proposta de implantação de seis salas de recursos
multifuncionais no município e da conseqüente tarefa de operacionalizar tais
espaços para o atendimento educacional especializado. Enquanto isso, no Centro
de Reabilitação, sentia-se os primeiros indícios de que era preciso rever a prática


educativa que lá se estabelecia. As reflexões se iniciaram com a aplicação do
Censo Escolar por meio eletrônico, o que resultou em um corte da verba que
mantinha as necessidades materiais para o desenvolvimento das atividades de
oficinas pedagógicas. Para o MEC e para o FNDE, o entendimento é de que o
aluno pode ser contabilizado duplamente no Censo, desde que esteja
regularmente matriculado no Ensino Regular e esteja recebendo atendimento
educacional especializado preferencialmente na escola (DECRETO
N.6.571/2008). Este fato causou inquietações nos profissionais e na Secretaria de
Educação, que buscou orientações na SUESP (Subcoordenadoria de Educação
Especial/RN) para uma possível transformação do Centro em uma escola regular
e a transição do AEE para as escolas, que funcionariam como escolas-polo.

A idéia não foi bem aceita pela comunidade que fazia uso dos serviços do
Centro, o que ocasionou uma grande movimentação popular no município.
Percebeu-se que, embora há alguns anos a escassez de recursos e conseqüente
falta de condições de trabalho viessem se refletindo na qualidade do apoio
educacional prestado pelo CRE, a resistência em aceitar a nova política e em
quebrar velhos paradigmas ainda era forte no discurso de profissionais, alunos e
pais. A respeito desses conflitos, Pires (2006,p.106), diz que professores e outros
elementos da escola também passam por situações em que se envolvem, ajudam,
protestam e mudam seus pensamentos e comportamentos, especialmente nos
momentos de crise e conflito.



RESULTADOS

Foi assim que, entre tentativas de sensibilizações por parte da secretaria e
mobilizações envolvendo segmentos de ordem política, religiosa e promotoria
local, deu-se início à efetiva transição da Educação Especial rumo à Educação
Inclusiva em São José de Mipibu/RN. A Secretaria de Educação agendou uma
reunião com os pais e profissionais do CRE, onde foram discutidos os rumos da
educação inclusiva em nossa realidade e em todo o país e, na ocasião, foram
dados os informes sobre os procedimentos de matrícula na Escola Regular e no
AEE.


A realização do processo seletivo interno para professores das salas de
recursos multifuncionais foi um dos passos decisivos para a qualidade da proposta
a ser implementada. Enquanto isso foi providenciado junto aos diretores das
escolas, o levantamento de alunos com deficiência por escola e sua distribuição
nos Pólos de Atendimento Educacional especializado. Também foram elaborados
os encaminhamentos para que os pais pudessem entrar em contato com a rede
de saúde e solicitar os diagnósticos que viabilizaram a matrícula do aluno no AEE.

 Com o aumento da matrícula e a efetiva freqüência destes alunos nas
escolas, recebemos solicitações e encaminhamos 19 profissionais estagiários que
prestarão apoio na sua locomoção, higiene e alimentação. Diante disso,
organizamos uma capacitação voltada para o apoio inclusivo que se dará
mensalmente.

 No período de 13 a 17 de Junho foi desenvolvida a 1ª SEMANA DE
CAPACITAÇÃO EM AEE com os professores das Salas Multifuncionais. Este
evento foi ministrado por profissionais da SUESP _ Subcoordenadoria de
Educação Especial do RN, contemplando em 40 horas de formação, as
orientações básicas para o início das atividades de docência no AEE. Esta
formação se dará de forma continuada, organizada em encontros semanais, além
do incentivo à participação em cursos e eventos presenciais ou à distância
ofertados na área. Concordamos com o conselho de (PIRES 2006, p. 86): Não
embarquemos na ilusão de acreditar que basta um planejamento prévio, mesmo
que participativo... É preciso admitir que as singularidades próprias das
diferenças...devem deixar abertas para a ação múltiplas janelas. Procuramos
cultivar no grupo o espírito de pesquisa e divulgação científica do nosso trabalho,
visualizando possíveis trocas de conhecimento com outros municípios e/ou órgãos
parceiros.



AVALIAÇÃO

O contato com as escolas está sendo mantido através dos diretores e
coordenadores pedagógicos, que nos informam periodicamente as condições
acesso e de participação do aluno e da família nas atividades de aprendizagem.


As unidades escolares ainda não dispõem de total acessibilidade e estamos
buscando estratégias como troca de e-mails e telefones, além do caderno-agenda
para garantir a comunicação entre o professor do AEE, o profissional de apoio e o
professor regente da sala regular.

 Já temos depoimentos de pais que se dizem satisfeitos e com boas
expectativas com relação à aprendizagem dos filhos que agora dispõem de
condições mais favoráveis como professor especializado, recursos de alta e baixa
tecnologia e maior preocupação dos professores em inseri-los nas atividades
comuns a todos na escola. Eles também estão recorrendo à Promotoria Pública
para a garantia de direitos relacionados ao transporte e à acessibilidade dos seus
filhos nas escolas. Nos casos em que ainda há resistência na matrícula são
orientados de como proceder.

 A equipe de apoio ao AEE é composta por oito professoras e três
coordenadoras, destas, duas técnicas e uma administrativa, que também prestam
assessoria às escolas, de acordo com a demanda que nos é apresentada.
Criamos um blog ( incluirneduca.blogspot.com) para compartilhar nossa prática e
exercitar a troca de saberes e experiências e recebermos um feedback a respeito
de outros trabalhos que ocorrem no nosso país.



CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apostamos em uma escola que prime pelo ser humano acima de tudo e que utilize
as diferenças como fontes de crescimento de todos. Sabemos que os desafios
que se lançam a quem abraça a proposta educacional inclusiva são grandes e que
muito temos a aprender nas construções e desconstruções de conhecimentos que
se apresentam a toda hora no espaço escolar. A única certeza que temos é de
que, neste movimento de ressignificação, todos têm a ganhar, pois são múltiplas
as possibilidades de aprendizagens.



REFERÊNCIAS


FERNÁNDES, Alícia. Os idiomas do aprendente: análise de modalidades
ensinantes em famílias, escolas e meios de comunicação. Porto Alegre: Artmed,
2001.

LIBÂNEO, J.C. , OLIVEIRA, J.F.; TOSCHI, M.S. Educação Escolar: Políticas,
estrutura e organização. São Paulo: Cortez, 2003.

 PIRES, G. N. L . Educação Inclusiva: dificuldades enfrentadas pelos professores
do Ensino Fundamental no processo de inclusão. IN: MARTINS, L. A. R. [et al.]
organizadores. Inclusão: compartilhando saberes. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Decreto Nº 6.571, de 17 de setembro de 2008.
Disponível em <http:// WWW. Planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-
2010/2008/Decreto/D6571.htm>. acesso em 04 setembro 2011.

ROPOLI, E. A.[et al.] A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: a
escola comum inclusiva. Brasília: Ministério da Educação, SEESP; Fortaleza:
Universidade Federal do Ceará, 2010.


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Inscrições na Secretaria Municipal de São José de Mipibu



Descrição: UFRN-brasao-cinza-01 


MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA, ALFABETIZAÇÃO E DIVERSIDADE - SECADI
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE/PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO
CENTRO DE EDUCAÇÃO/DEPARTAMENTO DE FUNDAMENTOS E POLÍTICAS DA EDUCAÇÃO
FORMAÇÃO CONTINUADA DO PROFESSOR PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA – PROFOCO
CURSO DE APERFEIÇOAMENTO: ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA - 2013.


Formulário de Solicitação de PRÉ-INSCRIÇÃO Cursistas
CANDIDATO(A)
SEXO
DATA
NASCIMENTO


(   ) Masc.  (   ) Fem.
/     /
ENDEREÇO RESIDENCIAL
(logradouro/número/complemento/bairro)
MUNICÍPIO / UF



Nº RG:
Nº CPF:
Fone residencial
Fone celular
Endereço eletrônico
(   )                        
(   )                        








CONTROLE DE DOCUMENTOS ENTREGUES: CARTA DOCUMENTOS DECLARAÇÃO


 


Vem requerer inscrição para o processo de seleção de cursistas para o CURSO DE APERFEIÇOAMENTO: ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA ofertado pelo PROFOCO/CE, junto ao Município polo _______________________________________________________/RN.
                                                                                                                                            
 

Nestes termos,
Pede deferimento.

___________________,___/___/2013.                                       ______________________________
                              (Local e data)                                                                                  (Assinatura do/a Candidato/a)


Assinatura do Responsável pela inscrição: _________________________________________________________________

 

(para destaque e entrega ao candidato/a no ato da entrega da documentação no polo de apoio presencial)

CANDIDATO(A)
Fone
residencial
Fone
celular


(   )                        
(   )                        
OBSERVAÇÕES GERAIS
INSCRIÇÃO
protocolada EM:
RESPONSÁVEL PELO RECEBIMENTO
(RUBRICA E cARIMBO)

/      /2013 às        h



Assinatura do Responsável pela inscrição: _________________________________________________________________